terça-feira, agosto 08, 2006

Sexo na minha Cidade

Ontem estive a ver o Sexo e a Cidade.

A Carrie reencontrou um antigo namorado do Liceu. Achava que tinha a sua vida amorosa resolvida até saber que ele se encontrava, voluntariamente, numa clínica de psicoterapia. Não que fosse louco, mas porque queria fazer um tratamento de choque a todas as situações mal resolvidas da sua vida.

Carrie achou que era melhor não se envolver com ele exclusivamente por este motivo, com o apoio de todas as amigas e do amigo gay.

Pois, eu não concordo nada com isso. Aliás, penso mesmo que o seu "adorado" amigo Big e tantos outros que lhe passaram pela frente deveriam ir passar uma temporada a essa instituição.

Eu mesma já me vi a braços com uma situação parecida.

Também eu já reencontrei (ou pelo menos mantive contacto telefónico e muitas outras vias não presenciais - isto devia ter disparado um alarme qualquer!) com o meu primeiro namorado. Confesso que por momentos achei, tal como a Carrie, que a minha vida amorosa estava resolvida. Bem quase... havia umas arestas para limar, principalmente porque o dito senhor já estava casado.

Para os devidos efeitos a conversa via telefone, sms, msn, e-mail entre outras as vias de comunicação não presencial, teve o seguinte conteúdo (resumindo claro):

- Nunca te esqueci e se me quiseres deixo a minha mulher por tua causa, porque sei que tu és a tal.

Quem não ficaria com as pernas bambas ao ouvir tal confissão de uma das pessoas que mais amou na vida?

Eu fiquei.

Mas depressa descobri, contrariamente a Carrie, que o problema residia no facto de o meu primeiro namorado não se submeter voluntariamente a uma profunda psicoterapia.

O principe virou sapo no momento em que os ciúmes começaram a falar por ele em discursos do tipo que passo a citar:

- Se ficarmos juntos vais ter que mudar de trabalho, porque aí estás rodeada de magníficos e eu quero ser o único na tua vida.

Isto só para começar.

Os ciúmes foram de tal dimensão, que se tornaram ofensivos e me apercebi que na cabeça dele não passo de uma leviana que não pode ver rabo de calças à frente.

Bem, o que importa é que hoje o meu primeiro namorado deve estar feliz e contente com a sua família (e fico muito satisfeita que assim seja), espero que a pancada que lhe deu tenha passado, e aproveito para felicitar todos aquele que procuram ajuda profissional sempre que, por algum motivo, se sentem incapazes de lidar com as questões sozinhos.

Se alguém precisar, conheço um excelente terapeuta.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 7:59 da manhã

2 Comments

  1. Blogger Mocho Falante posted at agosto 08, 2006 10:02 da manhã  
    é o mundo fascinante da psicologia ao serviço do bm estar do ser humano...

    Quantos cartões tens tu meus para poder distribuir??? loool

    beijocas
  2. Blogger rspiff posted at agosto 08, 2006 10:03 da tarde  
    Eu vi o episódio e fiquei a pensar na terapia de choque, em vez de anos a caminhar devagar...

    OK, não resultava, mas que fiquei a pensar fiquei...

Enviar um comentário

« Home