sexta-feira, janeiro 26, 2007

O Cachecol.

Durante anos, não usei cachecol. Detestava.

Depois, por influência de uma amiga que me emprestou o seu cachecol da sorte, numa fase complicada da minha vida, habituei-me a usar comumente o cachecol como acessório.

Quando o devolvi a primeira coisa que fiz foi ir comprar um para mim. Fui acompanhada de um amigo e fomos à Springfield. Lá estava ele, o MEU cachecol a olhar para mim e a dizer: "leva-me, leva-me".

Trouxe e nunca gostei tanto de outro cachecol como que daquele.

Sempre que ia para algum lado ele ia comigo.

Até que uma das pessoas que é Luz na minha vida me disse:

- Ouve lá... onde é que compraste aquele cachecol que eu gostava tanto de ter um desse género.

- Já foi há algum tempo, na Springfield, não deves arranjar igual.

- Mas pode ser que haja parecido.

Não havia.

- Tenho pena. Não encontro nada desse género.

- Não tenhas. Eu dou-te o meu.

E assim foi... o meu cachecol passou a ser de outra pessoa.

Enquanto lhe entregava e silenciosamente me despedia da minha peça, juntamente com o Adeus, veio também a alegria de estar a partilhar algo do qual jamais pensei que seria capaz de me afastar.

De mão dada com a saudade está a alegria de saber que daquele dia em diante, o meu cachecol confortará um pescoço que saberá que aquele calor é um beijo meu.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 1:40 da tarde

2 Comments

  1. Anonymous Anónimo posted at janeiro 26, 2007 3:01 da tarde  
    As flores que te dei...são eternas.
    A constelação que te dei...brilharás sempra para ti.
    O teu cachecol...auecerá sempre o meu pescoço e a minha alma.
  2. Anonymous Anónimo posted at janeiro 26, 2007 3:02 da tarde  
    Agora com correcção ortográfica :
    As flores que te dei...são eternas.
    A constelação que te dei...brilhará sempre para ti. Seja dia ou noite.
    O teu cachecol...aquecerá sempre o meu pescoço e a minha alma.

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