quinta-feira, maio 31, 2007

Doação de orgãos em "directo"

Quando eu julgava que se tinha inventado tudo a humanidade consegue surpreender-me.

A Endemol vai estrear na Holanda um reality show onde uma senhora com uma doença fatal vai escolher uma outra pessoa para doar um rim.

Cabe aos candidatos a receptores e às suas famílias e amigos, convencer a doadora dos motivos pelos quais o rim fica melhor entregue a eles do que a qualquer outro.

Apesar de neste programa uma mão lavar a outra e de achar nobre a doação de orgãos, não posso deixar de ficar chocada com a forma de como uma produtora explora o drama das vidas dos outros, do desespero de quem está prestes a morrer tentando que parte de si sobreviva, e daqueles que tentam desesperadamente não morrer com a ajuda de quem já partiu (ou está prestes a fazê-lo).

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 8:27 da tarde 3 comments

quarta-feira, maio 30, 2007

A primeira Festa do Pijama


A Inês vai ter hoje a sua primeira festa do pijama. Vai ser na escolinha.

Deixei ir, mesmo com o coração apertado.

Vai passar a primeira noite fora com apenas 5 anos!

E eu como vou dormir?

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 7:23 da tarde 1 comments

quinta-feira, maio 24, 2007

:(

Há dias...

tão cheios de nada...

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 8:16 da tarde 1 comments

sábado, maio 19, 2007

Perdidos e achados

Acabei de ver na SIC uma reportagem sobre um casal de toxidependentes, ela seropositiva e ele com hepatite C que se queixava da falta de apoio do Estado para viverem em condições humanas.

Até aqui tudo bem. Todos merecemos viver com dignidade, mas às páginas tantas o sujeito diz assim (ou algo parecido, posso não ter decorado tudo):

- Andei com as ferramentas no carrinho, mas sabe eu tenho fraqueza. Sabe? Fraqueza. Anemia. Fraqueza.

Um pouco depois conta que tem que se "apresentar na Segurança Social para fazer um curso , que nem sei qual é", e acrescenta "espero que ão seja nada fisicamente pesado, porque para isso ia para as obras."

Ela tem um discurso semelhante.

- O que eu mais gostava era e ter os meus [5] filhos comigo. Mas a segurança social em vez de me ajudar cá em casa tirou-me os filhos.

Nesta fase da história será relevante dizer o que se vê naquela casa. A roupa está amontoada, a loiça por lavar, um monte de estreco. Será que a ajuda que ela queria era uma governanta? Ela justifica.

- Eu não posso trabalhar porque não tenho o 9º ano. Sem 9º ano não se pode fazer nada. Nem sequer varrer a rua. Se não posso varrer a rua também não posso varrer a minha casa.

Ela tem a minha idade e ele é ligeiramente mais velho. Gastam os parcos cento e poucos euros do subsídio de reinserção social em tabaco, alcool e adivinhem lá em mais o quê.... no telemóvel.

A Paula Bobone certo dia, há muitos anos atrás disse: "Falte-lhes o que faltar, falte-lhes o pão para a boca, mas não lhes falte a educação." Neste caso parace-me que poderiamos dizer: "Falte-lhes o que faltar, falte-lhes o pão para a boca, mas não lhes falte o telemóvel". (Já nem falo do tabaco...)

A sério que não suporto este tipo de coisas.

A minha mãe professora de profissão, durante o ínicio da sua carreira andou por muitas escolas onde havia muitas crianças filhas de pais miseráveis. eu também frequêntei essas escolas e lembro-me de ir a casas de meninos que eram verdadeiras barracas a cair de podres... e uma coisa aprendi... miséria não é sinónimo de badalhoquice, de preguiça.

Uma das minhas amiguinhas só tinha duas ou três mudas de roupa e aquela mãe tinha sempre a preocupação da menina estar sempre impecável e apresentável. Nunca faltava à escola mesmo que nem sempre pudesse levar almoço. Lembro-me de partilhar o meu com ela.

A casa dela tinha chão de cimento e cheirava a humidade, mas os poucos móveis que tinha não tinham pitada de pó, a banca da cozinha estava sempre arrumada e as camas sempre feitas.

Um da a menina sentiu-se mal e a minha mãe foi levá-la a casa. A mãe dela pediu desculpa por não ter colocado as colchas para receber visitas em cima das camas.

Ainda me lembro da senhora como se a tivesse conhecido ontem. Achei que ela era uma super mulher e que deveria sempre ser lembrada.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 9:13 da tarde 3 comments

quinta-feira, maio 17, 2007

Ao meu Companheiro de Infortúnio

E se de repente uma pessoa que um dia detestamos se torna uma das pessoas mais importantes da nossa vida?

Foi o que me aconteceu.

Um dia recusei-me a sequer falar com ele...

... hoje lá esteve ele a enxugar-me as lágrimas, a consolar-me e a mimar-me.

Passamos horas a fio naquele escritório, a dividir tarefas, angústias e pilhas de nervos... rimos da nossa própria desgraça.

Hoje ele foi a minha força!

Companheiro de Infortúnio...
... se ao menos eu tivesse a capacidade de dizer o quanto gosto de ti.
... se ao menos eu tivesse a capacidade de dizer o quanto representas para mim.
... se ao menos eu tivesse a capacidade de te alcançar.
... se ao menos eu tivesse a capacidade de te tocar 8nem que muito ao de leve)

Porque é que isto tudo me é tão complicado?

Euuu sei lá!

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 8:58 da tarde 1 comments

segunda-feira, maio 14, 2007

Expedito Vs Estruturado

A semana passada numa reunião um colega meu disse uma frase que imediatamente tive que apontar.

Apontei-a para a recordar para sempre, para evitar desatar a rir à gargalhada (ele é novo cá na casa e poderia ainda não saber que eu sou assim...). Estávamos a falar de relatórios.

"Para essa data apenas consigo um Processo à Zé dos Plásticos. Não é martelada, mas é uma abordagem expedita ali ao lado de por coisas cá fora.
Temos duas formas de fazer as coisas: a expedita e a estruturada. Temos é que escolher qual queremos"


Será que expedito é oposto a estruturado?

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 10:42 da manhã 0 comments