quarta-feira, dezembro 28, 2005

Até breve!

A Abelhinha anda silênciosa porque está de volta ao hospital, desta vez com uma infecção no pâncreas.

Logo que possa volto!

Beijos com mel a todos os que me visitam.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 2:17 da tarde 12 comments

terça-feira, dezembro 20, 2005

A Abelhinha está de volta - Já sem calhau!

Finalmente estou de volta depois de uns dias de ausência forçada no hospital.

Vou partilhar convosco as minhas "crónicas" destes dias.

CRÓNICAS DE UMA HOSPITALIZAÇÃO NÃO ANUNCIADA

As Urgências - Quinta-feira, Dezembro 15, 2005


Depois de passar a tarde de quarta-feira cheia de dores, achei que era melhor não ir trabalhar na quinta e fiquei em casa. Como me senti melhor e se fico muito tempo quieta ganho raízes, fui comprar maçãs e uns presentinhos a uma loja que fica aqui mesmo ao pé.

Já nem consegui fazer as compras como deve de ser. A dor tornou-se agonizante. Vim para casa.

Quando já gritava por não conseguir suportar a dor, o meu irmão chegou a casa e levou-me para o hospital.

Chegamos ao hospital por volta das 19h35.

- Dirija-se à pré-triagem, por favor.

Sala de Pré - Triagem: o médico lê uma revista e sem tirar dela os olhos pergunta-me de que me queixo. Respondi. Sem olhar para mim, pede-me o cartão de utente e passa-me uma guia de cor amarela para me ir inscrever nas urgências.

20h fui chamada para a triagem.

-Vai fazer uma eco, um rx e umas análises. As análises demoram cerca de 2h.

20h45: Rx

22h: Eco

- Já tenho aqui os resultados das análises. Aparentemente está tudo bem. De que se queixa? - Contei tudo outra vez.

- Vamos lá ver o que se passa.

Ao fim de quinze minutos, o médico continuava a dizer-me para respirar fundo, ou para me virar de um lado para o outro. Apareceu outro médico:

- Não sei o que é isto.

- Olha, deixas-me fazer a eco? Nunca vi uma imagem assim. Está ao contrário.

Não sei o que é que estava ao contrário. Tentei perguntar. Eles ignoraram a minha pergunta.

Ao fim de 35 minutos pedem-me para esperar na sala de espera.

00h: Ouvi o meu nome a ser chamado à sala de cirúrgia e lá expliquei tudo novamente.

O médico pega no relatório da eco, senta-se na cadeira e adormece por segundos. Acorda. Volta a adormecer. Volta a acordar. Volta a adormecer e desta vez deixa cair o relatório da eco e a caneta que tem na mão. Chama a enfermeira e manda-a dar-me algo para controlo da dor. Pedem-me para me sentar num cadeirão e fico lá mais 30 minutos.

Chamam-me novamente. Novo médico.

- Conte-me lá do que se queixa.

Contei tudo novamente.

- Pois é. Vamos ter o prazer de a ter conosco uns dias que a vamos operar. Senhores podem repetir a eco, que me parece que vão gostar - diz ele, dirigindo-se a uma equipa de 3 médicos, um cirurgião e 2 estagiárias.

O cirurgião inicia a eco e vai relatando o que vê. E viu tudo, desde o coração, aos pulmões, passando pelos rins e pelo orgão afectado a vesícula. Mais 40 minutos. Estava fascinado com o que via. - Fantástico - repetia vezes sem fim - Aqui nesta imagem transversal podemos ver o que está ao contrário - e quando tentei saber o que estava ao contrário, eles começaram a tagarelar naquele linguarejar médico completamente ininteligível.

- Senhora Enfermeira. Prepare a senhora para o internamento.

(Continua...)

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 10:45 da tarde 17 comments

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Estou a virar calhau

A desvantagem de se morar “longe” é que sempre que temos um compromisso para o qual não podemos atrasar, temos que sair muito cedo para que o trânsito não nos cause nenhum transtorno.

A vantagem é que quando não está trânsito ficamos um pouco de tempo antes do compromisso para relaxar.

Foi o que me aconteceu hoje. Exames médicos para fazer.

Cheguei cerca de 45 minutos antes. Temperatura entre 0 e 2 graus.

Vesti o casaco e fui andar a pé à beira do rio, mesmo ao pé do Centro de Congressos.

Assim que subi a passagem aérea de peões, o ar frio entrou em mim como um susto congelante. Expirei um pouco mais, aceitando e abraçando o ar dilacerante. Meti as mãos nos bolsos e segui o meu caminho em direcção às Docas.

Enquanto caminhava desfrutei do silêncio que só existia em mim, o silencio do meus pensamentos que cantarolavam a ultima canção que ouvi no rádio antes de estacionar.

Fui andando. Vi as esplanadas desertas, habitadas com cadeiras presas a correntes de cabo de aço. Vi-as ali, presas. E senti-me solta.

Sem olhar para o relógio que nunca uso, voltei à clínica onde me esperavam para os exames na hora exacta de dar entrada.

Sentei-me na sala de espera, abri o livro que levava na carteira. Entranhei-me nas letras, nas palavras, nas frases, nos parágrafos, nas folhas, na história.

Senti tocarem-me no ombro a chamarem-me para ao exame.

Entrei na sala. Deitei-me na marquesa e começa a ecografia.

- Já fez este exame? – Pergunta-me o médico.

- Não.

- Vou ver aqui outra vez. Tem aqui qualquer coisa nas vias biliares.

Estas palavras caíram em mim como uma tempestade de medo. A minha avó deixou-nos vítima de um temor nas vias biliares.

- Ficou branca. Assustou-se?

Expliquei.

- Calma! É apenas pedra. Tem também no rim.

Fiquei muda.

Cheguei ao trabalho.

- Como correu? – Perguntou o Sorriso de Anjo

- Estou a virar calhau! Tenho pedra em todo o lado! – E sorri.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 6:27 da tarde 11 comments

sábado, dezembro 10, 2005

Os chocolates

Quarta-Feira, 7 de Dezembro de 2005

Ofereci os chocolates dentro de uma caixinha azul com um pequeno postal dentro de um envelope amarelo.

"O que vejo primeiro? O que está dentro da caixa, ou o postal?"

"O que quiseres. É indideferente!" por vezes as ofertas têm uma ordem certa para serem abertas, mas esta não. Quis que fosse simples.

"Então vou abrir primeiro o postal"

Leu com um sorriso suave nos seus lábios.

"És mesmo a maior! Há quanto tempo nos conhecemos? Tão pouco. Tu tratas-me tão bem. Não estou habituado"

"O que queres? Fui com a tua cara" respondi sorrindo.

Abriu a caixa azul, deu-me o primeiro chocolate, tirou um para si e saboreou-o longamente.


Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

"Queres um pouco do meu Toblerone?"

"Não obrigada. Não me apetece. Bom proveito."

"Sabes? Toblerone era o meu chocolate favorito, agora é meramente um chocolate. Nunca comi chocolates como os que me deste. Escondi-os, para ninguém os comer." e continuou "Nunca vou esquecer aqueles chocolates. São os melhores do mundo. Conseguiste tanto com tão pouco!"

A minha timidez tomou conta de mim e fiquei corada e envergonhada. A voz fugiu de mim durante alguns segundos que me paraceram uma eternidade.

"Obrigada, ainda bem que gostaste"

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 3:59 da tarde 9 comments

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Ficar... nos teus braços

Como pode uma uma canção de despedida nos levar para perto e não para longe?

É o que sinto sempre que ouço esta canção.

Quando a ouço sou levada pela brisa para um colo reconfortante. Para um abrigo.

Sinto-me a aninhar nos teus braços e neles adormecer, enquanto me afagas o cabelo.

Sinto-me adormecer e sonhar!

Sonhar um sonho com sabor a mar, toque de chuva, calor de estrelas.

Proteges-me esta noite?

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 7:26 da tarde 5 comments

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Tudo uma questão de atitude

Ontem fui comprar chocolate amargo para oferecer de presente a um grande apreciador de chocolate negro.

O meu objectivo era comprar umas trufas de chocolate negro que existem na Hussel e que são maravilhosas.

Cheguei à loja e perguntei se tinham uma caixinha dessas delícias.

"Não. No Natal só fazemos caixas de sortido"

"E se eu quiser só trufas de chocolate negro?"

"No Natal só fazemos caixas de sortido"

"Mas se eu quiser destas trufas que tem aqui na montra não posso escolher uma só qualidade?"

"Pode, mas não posso por em caixa"

"Está bem. E o que é que tem de chocolate negro?"

"Só tenho o que está exposto"

Confesso que neste ponto da conversa já me começava a irritar.

"Eu não conheço o que está exposto. O que é que é de chocolate amargo?"

"Estas são de chocolate amargo por fora, mas por dentro são manteiga"

"Pode dar-me uma para provar por favor?"

"Vou pesar. São 65 cêntimos" diz-me a menina sem me dar a trufa antes de receber o pagamento.

"Não tenho moedas. Tenho que pagar com multibanco"

A minha vontade de comprar fosse o que fosse já era nula, mas eu tinha mesmo que comprar os chocolates.

"Não faz mal!"

Paguei. Comi, não gostei e saí da loja sem chocolates.

Fui a uma outra que havia por perto. Expliquei o que queria.

"Disso não temos, mas de chocolate negro temos este, este, este, este e este! Prove um de cada sem compromisso, depois escolhe o que mais gostar. Se não for nenhum o que procura, ficamos amigas na mesma!"

Sorri. E decidi que mesmo que não gostasse de nenhum, que teria que comprar alguma coisa mais não fosse pela atenção.

Depois de provar os 5 chocolates e de me ter sentido jantada, lá escolhi.

Comprei para quem ia comprar, para quem pensava em comprar para o Natal e para quem não me tinha lembrado que poderia ser uma boa ideia.

Na simpatia está o ganho!

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 2:16 da tarde 8 comments

terça-feira, dezembro 06, 2005

Doces recordações!

A todos os meus queridos leitores, deixo aqui um momento para recordar!

Espero que sorriam tal como eu sorri quando vi!

[Cliquem Aqui]

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 6:13 da tarde 11 comments

Música finalmente

Após horas de "luta titânica" lá consegui alojar o som do meu blog.

Liguei para o ISP onde tenho o espaço de hosting e pedi ajuda. Ainda bem que não é o ISP que uso normalmente. O meu ISP usual tem uma assistência a clientes bastante agradável, com processos muito bem definidos ;)

"Desculpe, eu estou a tentar fazer upload de ficheiros por FTP para a minha homepage e não estou a conseguir"

"Quer descarregar o e-mail?"

"Não. Quero fazer upload de ficheiros para minha home page e estou a usar um cliente de FTP"

"Quer descarregar uploads, portanto."

Contive-me para não me desatar a rir. Não só por descarregar e upload são antónimos no meu vocabulário, mas também porque me fez lembrar um comercial da rádio de um crédito pessoal qualquer em que o assistente afirma:" Capricho portanto"

"Momento vou passar à linha técnica"

Lá expliquei tudo de novo ao rapaz que me atendeu na linha técnica.

"Momento vou passar à linha especializada"

Quando falei com a linha especializada a primeira pergunta que me fazem é: "Que cliente de FTP está a usar?" Respondi. O assistente devolve-me a pergunta: "Isso funciona?"

Pensei com os meus botões: "Porque é que te metes com esta gente!" Já não conseguia parar de rir. Deu-me para isso.

Bem lá resolvi a questão com a ajuda de um colega de trabalho. Muito Obrigado querido.

Mas o meu maior agradecimento vai para o meu querido Mocho Falante porque sem a "formação" que me deu, ainda estaria com o meu blog mudo.

Obrigada Mocho.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 1:49 da tarde 6 comments

Respeitem os Livros por favor

Ao passar por um papelão vi dois senhores a retirarem livros do meio de todo o papel deixado para reciclagem. Abrandei o passo um pouco.

Olhava parva com o aspecto antigo dos livros no lusco fusco da noite.

Um dos senhores diz-me: " Já reparou no que para aqui está? Venha aqui ver"

Apesar de ser medrosa, principalmente no escuro, estava demasiado focada no que estava a ver para sentir medo.

"Este é de 1875, veja!"

E esticou-me o braço mostrando-me um livro que comprovava a sua informação. Infelizmente não consegui ver que livro era... e nem me pareceu importante na altura.

Ainda estou chocada.

Adoro livros e acho um crime ver qualquer livro que seja maltratado, muito mais livros tão antigos.

Quem os deitou para reciclagem é que devia ver os seus modos reciclados! Talvez aprendesse que há coisas que não devem ser maltratadas... como os livros.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 12:06 da manhã 4 comments

quinta-feira, dezembro 01, 2005

O dia de Fuerza Bruta

Ontem foi o grande dia em que fui ver o Fuerza Bruta.

Se os De LA Guarda já me tinham encantado com "O Teatro que cai do Céu", Fuerza Bruta dos mesmos criadores não ficou atrás. Não consigo dizer de qual dos dois gostei mais.

Um rol de emoções e sensações sem nexo, sem sentido, sem fio condutor, mas belas. Emoções com uma subjectividade infinita que cada olho vê como deseja ver.

Necessitei de algum distanciamento para que pudesse organizar tudo de belo que senti, organizar as emoções e as ideias.

Aconteceu uma curiosa coincidência. O Bailarino que pegou em mim ao colo e começou a saltar nos De La Guarda, ontem enquanto dançava no meio do público olhou-me e dançou à minha frente, sem nunca deixar de me fitar nos olhos. Retribuí com um sorriso enquanto corava no semi-escuro da sala.

Adorei, simplesmente.


Na Toyota Box até dia 18 de Dezembro

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 11:14 da tarde 5 comments