segunda-feira, abril 30, 2007

Quem sai aos seus...

Existem algumas expressões que eu uso frequentemente e que nunca tinha notado que a Inês já as tinha como expressões minhas, e como sendo da mãe são válidas a serem usadas.

A mais comum é: "isso parece-te bem?".

Estavamos nós no Hipermercado a comprar as coisas para a festa dela quando ela começa a pedir tudo e mais alguma coisa. Invariavelmente ouviu alguns "não".

No meio dos "não" diz-me ela:

- Isso parece-te bem, mamã?

- Parece, parece muito bem.

- Compra mamã.

- Não.

- Sim.

- Não.

- Sim.

- Inês, qual foi a parte do não que tu não percebeste?

- Mamã, qual foi a parte do sim que tu não percebeste?

É nestas alturas que me sinto completamente perdida neste meu papel de mãe.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 6:05 da tarde 4 comments

sexta-feira, abril 27, 2007

Parabéns meu amor!

Faz hoje 5 anos que pela primeira vez...

... os meus ouvidos tiveram a felicidade de te ouvir chorar e respirar
... as minhas mãos de te tocar
... o meu nariz de te sentir
... os meus lábios de te beijar


Graças à tecnologia já

... te tinha visto
... tinha ouvido o teu coração
... sabia que eras menina


Mas a maior surpresa de todas...

Foi ter descoberto que se pode amar assim tanto!

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 8:14 da tarde 4 comments

quinta-feira, abril 26, 2007

"Tou" - De facto 'tou a ver!

Ao final de 12 ou 15 anos voltei a falar com ela ao telefone. Foi estranho. Achei-a rude e até de certo modo agressiva.

Achei que estaria num dia menos bom e que talvez a simpatia tivesse deixado ser uma das suas caraterísticas. Em abono da verdade, a minha mãe diz que não se lembra que ela fosse muito simpática.

Como diz um amigo meu, no liceu as miúdas bonitas andam sempre com miúdas feias ao lado. "É uma simbiose. As bonitas ficam, aparentemente, mais bonitas e as feias ficam com os restos". Ela era a bonita e eu a feia, ou pelo menos assim achava, mas olhando com distanciamento, tinhamos ambas sucesso nos rapazes, nunca nenhuma ficou com os restos da outra porque gostavamos de pessoas diferentes.

Talvez tenha estranhado, que ao final destes anos todos, não tenha havido pitada de satisfação pelo reencontro (telefónico) como aconteceu com outras pessoas do mesmo grupo e com quem estive este tempo todo sem falar.

Comentei com a Rute, uma amiga da época e que também fala com ela. A Rute responde:

- Deve ser contigo, comigo é brusca mas nada disso que tu dizes.

E enquanto conversava com a Rute divagavamos porque motivo ela teria este "problema mal resolvido" comigo. Para ser uma coisa tão entranhada, confesso que apenas me ocorrem cenas relaccionadas com homens.

E foi quando se fez luz.

Na altura ela namorava com o Paulo.

No final do último ano lectivo em que estudamos todos juntos, Paulo ofereceu-me o seu cartão da escola onde tinha feito umas alterações. No lugar da sua foto tinha colocado um "Tou" (não sei se se lembram de uns autocolantes que saiam no Bolicao). Era o "Tou te a mirar"



Mas que culpa tenho eu? Não fui eu que comprei o bolicao.

Vistas bem as coisas, também com distanciamento, acho que se eu fosse a namorada do Paulo, nesse momento eu passaria a ser a ex-namorada do Paulo. De qualquer forma eles ainda foram (ou não) felizes durante mais 3 ou 4 anos.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 6:26 da tarde 1 comments

terça-feira, abril 24, 2007

41

Hoje ao pequeno-almoço contamos histórias das nossas vidas. Não sei bem como é que surgiu, mas a que contei foi esta.

Estávamos no dia 29 de Maio de 2004.

Era um dia quente e o Parque da Belavista estava ao rubro, transformado na cidade do rock, no primeiro Rock in Rio Lisboa.

Cabeças de Cartaz Ben Harper e Peter Gabriel.

Pouco antes das 18h lá estávamos nós, a lutar pela fila da frente, quais adolescentes cheias de energia, eu, a minha cunhada e a Céu. Entre nós e o palco, uma fila de seguranças daqueles altos e entroncados, tipo GOE, vestidos de preto e de óculos escuros.

Claro, 3 gajas bem dispostas a fim de se divertirem com aqueles Adónis todos à frente só podia dar em muita observação anatómica daqueles bíceps visíveis quando terminava a manga curta da t-shirt preta.

Estava super bem disposta, risonha, feliz pela primeira vez em algum tempo. A noite começava a cair e o frio a chegar.

À minha frente o 41. Também ele estava com frio. Vi-o a esfregar discretamente os braços. Dei uma cotovelada à Céu e disse-lhe apontando para o 41:

- Olha o bonzão está com frio.

Ele viu-me. Estava a olhar para mim por trás dos óculos escuros. Sorri para ele e ele retribuiu. Ele ficou desconcertado. Olhávamos um para o outro e riamos. Pouco depois ele pediu a um colega para o substituir e saiu do posto por uns momentos. Regressou já de camisola de manga comprida para grande tristeza minha.

Quando acabou o concerto do Ben achamos que queríamos ir para casa. Ao afastar-me da grade, acenei e ele retribuiu discretamente.

Dia 6 de Junho lá estava eu novamente. Desta vez cabeça de cartaz Sting.

Não conseguimos chegar à frente nas estávamos ao pé do corredor da régie.

O 41 no seu posto do fim de semana anterior. Quando consegui disse-lhe Adeus e ele sorriu. Pouco depois tinha mudado de posto e estava mesmo ao pé de nós.

Ao final de 8 horas em pé, sem nos conseguirmos mexer, estávamos a começar a ficar preocupadas como é que íamos sair do recinto. Havia pelo menos 100 mil pessoas atrás de nós. Não ia ser nada fácil.

Céu, mulher destemida e desenrascada, não se acanha:

- Dizemos que nos estamos a sentir mal e saímos pelo corredor.

Se bem o disse melhor o fez. 2 músicas antes que o Sting terminasse o reportório a Céu chama o segurança mais próximo e diz:

- Não me estou a sentir bem e tenho estas amigas comigo.

- Quantas são?

- 4

- Temos aqui 4. – diz o segurança aos colegas.

Quando dou por mim tenho o 41 a dizer-me:

- Põe aqui a mão no meu ombro.

Obedeci. Como costumo dizer uma mulher virtuosa é sempre obediente (ihihihihih).

Ele levantou-me como se eu fosse uma pluma e colocou-me no chão. Dou por mim a andar aos "ss" a poucos metros do Sting. Mais uma vez me senti adolescente naquela emoção.

O 41 aproxima-se de mim e diz-me:

- Não estás em condições de andar, eu levo-te até ali.

Pega em mim ao colo e leva-me nos seus braços fortes até um lugar onde me posso sentar.

Naquela emoção de estar ao colo de um cavaleiro andante, esqueci-me de lhe perguntar o nome, o telefone, o e-mail, qualquer coisa que fosse e hoje em mim, viva como se tivesse sido ontem, habita a recordação feliz de ter estado nos braços do 41.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 5:58 da tarde 0 comments

segunda-feira, abril 23, 2007

Atrás da Porta

A primeira vez que a ouvi foi na voz de Elis Regina.

Após muito tempo sem a ouvir, brinquei no msn com o Rafael, escrevendo a letra. Ele respondia com o verso seguinte.

Como ele conhecia a versão de Chico Buarque, resolvi partilhar com ele a versão da Elis e fui ao Youtube.

Encontrei esta preciosidade, de arrepiar.






Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos*
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua...



* como este verso foi censurado, o que foi usado em sua susbtituição foi:
No teu peito

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 9:12 da manhã 0 comments

sexta-feira, abril 20, 2007

O Homem do Colete

Apesar de não gostar e estereótipos e de os achar sempre injustos, assumo que tenho alguma necessidade e agrupar as pessoas que conheço de acordo com algumas das suas características e faço alguma extrapolações que por vezes podem ser injustas.

Um dos grupos que tenho chama-se: “O Homem do Colete”

O Homem do Colete, como o nome indica usa coletes, sobretudo nas meia-estações. Podem ser modernos, clássicos, mas não deixam de ser coletes.

O Homem do Colete, mesmo quando muito expressivo e comunicativo tem muito de tímido em si. Usa o colete como uma forma de protecção de si mesmo. Na verdade são raros os Homens de Colete que são expressivos e comunicativos. Na sua maioria são introspectivos e gostam de trabalhos manuais ou são dados ao estudo.

Gostam de estar sozinhos. Mas gostam porque se habituaram a não ter quem os compreenda.

É provável que o homem do colete tenha traumas de adolescência com o sexo oposto ou um forte Complexo de Édipo.

Mesmo com uma relação estável o Homem do Colete, sente que o que tem não é o que gostaria de ter mas vive conformado que isso. O desconhecido e a perspectiva de se ter que adaptar a novos hábitos é assustador, mais vale o que se conhece. A infidelidade também o assusta e é mais por medo do que por falta de desejo que não tem relações extraconjugais.

Quando não tem nenhuma relação, tem medo do que a entrada de uma mulher na sua vida pode causar, o dano no seu meio, à sua rotina.

Altamente resistente à mudança, recrimina-se em silêncio todas as noites por não ser capaz de dar um passo nessa direcção.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 7:08 da tarde 3 comments

terça-feira, abril 10, 2007

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele

- Que queres tu Abelhinha? Que realças tu num homem?

Há uns tempos fizeram-me esta pergunta. É uma questão curiosa, principalmente porque não sei responder.

O que eu gosto do mundo dos homens é o facto de os homens serem primários. Desculpem a expressão crua, mas é isso mesmo... primários. Não há cá uma série de preocupações que residem nas cabeças femininas e que dificultam as coisas todas.

Respondem a instintos e não sentem culpa disso. Ponto. E isso é óptimo, para eles pelo menos, invejável para mim. Mas será que na realidade as coisas funcionam assim mesmo? Aqui é que a "porca torce o rabo".

Se um homem mente descaradamente é uma ofensa à minha inteligência (um à parte completamente feminino: os homens têm uma tendência nata para mentir, faz parte deles... depende é do tipo de mentira!), se é honesto na sua intenção de uma forma demasiado continuada, mesmo quando eu já manifestei a intenção oposta de forma clara, é um chato.

O homem até pode ser um patife, mas pelo menos que seja um patife cheio de estilo, daqueles que mentem com inteligência e agilidade e principalmente que sejam pacientemente coerentes.

Gosto principalmente de homens quase feios, que se auto-compensam com conversas fluidas e infindáveis, com quem o silêncio não perturba, com quem as gargalhadas saem espontaneamente e com quem as lágrimas deixam de ter necessidade de ser escondidas. Com quem possa ser quem sou, mesmo com o feitio de abelha que tenho, que por vezes mais parece de zangão.

Talvez não saiba o que realço num homem porque na realidade não ando à procura de nenhum tipo de estereótipo. Cada pessoa é una.

Acredito que mais vale só do que mal acompanhada. Resta saber se por vezes não estarei melhor nas garras do Lobo Mau do que nos braços do Príncipe Encantado. Pelo menos o Lobo Mau, vê-me melhor, ouve-me melhor, cheira-me melhor e ...

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 7:28 da tarde 3 comments

segunda-feira, abril 09, 2007

Cinema numa 6ª feira à tarde

Já me tinha acontecido ir ao cinema e não estar ninguém na sala além de mim mas, nunca me tinha acontecido o que aconteceu na 6ª feira.

Fui ao cinema às Galerias Twin Towers. Estava eu, a minha amiga e mais uma senhora.

10 Minutos depois da hora marcada para começar o filme, nada... nem apresentações, nem filme, nada!

A minha amiga foi reclamar.

- Ah desculpe! Esquecemo-nos que havia pessoas para ver o filme.

Começaram as apresentações, agora sem som. Deixei a abelhinha adolescente que vive em mim soltar-se e falei bem alto:

- Olha o som!!!

Do som, nem ruído.

A senhora levantou-se e foi pedir que nos deixassem ver o filme com som. Acabam as apresentações, começa o filme, a situação mantem-se.

Desta vez fui eu que fui reclamar:

- É assim... ou param o filme até terem o problema do som resolvido, ou depois iniciam novamente, ou devolvem-me o dinheiro.
- Não podemos. O filme arrancou. Posso devolver-lhe o dinheiro.

Entretanto já as minhas companheiras tinham abandonado a sala.

Fui buscar a minha mala.

- Já tem som, Já tem som!

Voltamo-nos a sentar na sala.

Foi lindo o que aconteceu a seguir. Senti-me numa sala de espelhos mágicos. Tudo muito alto e tudo muito magro.

Numa gargalhada saímos dali e fomos pedir o nosso dinheiro de volta.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 3:14 da tarde 1 comments

sexta-feira, abril 06, 2007

Horóscopo pela Inês

Peixes:

Os peixes vivem na água. Quando a água está limpa e maravilhosa andam por todo o lado, como o Nemo. Os tubarões comem peixinhõs. Os peixes têm que ter cuidado.

Balança:

A balança tem duas coisas, uma do lado esquerdo, outra do lado direito. Quando a coisa do lado esquerdo é mais pesada, o lado esquerdo desce e o lado direito sobe. É para isso que a balança serve, para ver o que é mais pesado e mais leve. O mais pesado desce, o mais leve sobe.

Carneiro:

Este carneiro é o marido da ovelha e faz méééé-méééé.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 2:11 da tarde 2 comments

quinta-feira, abril 05, 2007

Gosto muito de ti!

Por vezes a tampa tem que saltar para vermos o que está dentro da panela.

Mas minha querida, gosto mesmo muito de ti!

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 6:22 da tarde 0 comments

segunda-feira, abril 02, 2007

Tenho dito!

Estava ontem a fazer Zapping, quando a Inês viu no canal Hollywood a Lara Croft a combater com um tubarão e quis ficar a ver o Tomb Rider.

No final ela pergunta-me:

- Mamã? Porque é que a princesa matou o príncipe?

- Porque o príncipe queria fazer um enorme disparate.

- Mas agora a princesa está triste.

- Pois porque ela amava o príncipe.

- Mas porque é que matou o príncipe se ia ficar triste?

- Porque ele ia fazer uma maldade muito grande que poderia acabar com mundo.

- Oh Mamã! Nada que um bocadinho mais de amor não resolvesse.

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 8:39 da tarde 3 comments

domingo, abril 01, 2007

Espreguiçar

Hoje notei como tinha suadades de me espreguiçar... mas de me ESPREGUIÇAR a valer!

Posted by Marília Pamies - Cake Designer at 6:29 da tarde 1 comments